terça-feira, 21 de outubro de 2014

A majestosa e doce Lübeck

A cidade milenar de Lübeck é mais uma das encantadoras cidades do norte Alemão, é doce como marzipan e robusta como a sua arquitetura. Também pertencente ao estado de Schleswig-Holstein, possui 211 mil habitantes e foi, durante muitos anos, a capital da Liga Hanseática e a primeira cidade ocidental na Costa do Mar Báltico.
Lübeck foi importante propulsora do comércio marítimo e atualmente possui um dos maiores portos da Alemanha. Foi fundada em 1158 por Henrique, o Leão- Duque da Saxônia e da Baviera, e tem sua área ocupada desde o século I a.C.
Devido à riqueza de sua arquitetura, marcada pelas influências medievais góticas, Lübeck é desde o ano de 1987 Patrimônio Mundial da UNESCO. A atmosfera medieval está presente em todos os cantos da cidade, mas ela aparece imponente e simpática no famoso portão de entrada: o chamado Holstentor.
Erguido entre os anos 1464 e 1478, como símbolo de uma trajetória medieval gloriosa e com o intuito de proteger a cidade de invasões, essa fortaleza, construída de modo primitivo e caótico, sobreviveu aos bombardeios da Segunda Guerra e hoje carrega em seu interior a história de Lübeck através de um Museu. Atualmente, o Holstentor é considerado a quarta construção mais importante de toda a Alemanha. Eu diria que é a construção mais torta e mais simpática das terras Germânicas.
Além do Holstentor, a cidade conta com uma infinidade de igrejas, que preservam com maestria o gótico, o barroco e o renascentista. Entre as mais famosas está a Marienkirche, que serviu de inspiração para outras igrejas do norte.
Rica em detalhes, preserva, além da arte sacra da época, vestígios da crueldade da Guerra, como os sinos que despencaram da torre durante bombardeio.
Do lado de fora, encontra-se sentado um ser muito interessante, que opõem-se aos ideais religiosos: o então denominado “Der Teufel”, ou seja, o diabo!
Diz a lenda que ele foi importante contribuinte na reconstrução da torre do sino, no período pós-guerra, pois acreditava que lá seria construído um Bar onde seria possível degustar excelentes vinhos. Entretanto, o diabo levou “cano”, e para comerem o seu pão, ele mesmo tratou de construir seu próprio bar em frente à igreja. O bar está lá até hoje e pelo que me contaram, é muito frequentado por fiéis após o término das missas. Lübeck, assim como as demais cidades do norte, é rodeada por lagos, o que a torna ainda mais especial e atraente. Passeios de barco, caiaque e bicicleta fazem parte do roteiro turístico da cidade.
Um breve passeio no seu centro medieval é também indispensável, ainda mais para aqueles que apreciam arte. Ela também é conhecida como a cidade das 7 torres, sendo possível se encantar com a riqueza de detalhes de castelos, igrejas e com a simplicidade do Salzspeicher (antigo armazém de sal).
Além disso, ao longo dos becos e das ruelas da cidade, é possível descobrir mundos paralelos: manifestações de arte e cultura, os famosos jardins, casas alemãs impecáveis e delicadas, os sorvetes mais deliciosos e refrescantes, cervejarias, padarias e a mais doce e notória iguaria de Lübeck: o marzipan!
Ficou curioso e com água na boca, né? Aguarde, no próximo post vou contar com mais detalhes por que esse doce faz tanto sucesso por aqui! Até mais...

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Plön: Uma jóia de cidade

Plön é uma pequena e encantadora cidade rodeada por belos lagos, pertencente ao estado alemão de Schleswig-Holstein, compreendendo uma região denominada de Suiça Alemã. O nome Plön é originário do idioma eslavo Plune, que significa água sem gelo, e é oriundo da invasão de tribos eslavas durante o século VII. A cidade possui, aproximadamente, 12mil habitantes e recebe muitos turistas anualmente.
Ao chegar em Plön um dos primeiros cartões postais visualizados é o “Grosser Plöner See”, ou o Grande Lago de Plön, que é um espelho d’água encantador.
Através de um caminho arborizado ao longo desse lago é possível chegar até o “Plöner Schloss”, ou seja, o Castelo de Plön, que foi construído no alto de uma colina no século XVII e que ao longo dos séculos serviu como morada de muitos duques, reis e príncipes. Atualmente o Castelo de Plön pertence a Fielmann Akademie, responsável por pesquisas na área de optometria e oftalmologia.
O Castelo compreende uma grande área, sendo que em suas imediações encontram-se diversas construções que podem ser visitadas, tais como a Casa do Relógio (Uhrenhaus), a Jardinaria (Schlossgärtnerei), além da Casa do Príncipe (Das Prinzenhaus), que é um dos grandes ícones do patrimônio cultural de Plön, famosa pelas pinturas renascentistas expostas no interior dos salões e principalmente pela preservação de sua arquitetura em estilo rococó. Por tal motivo que A Casa do Príncipe também é chamada de “Juwel des Rokoko” ou “die Perle des Rokoko”. Essa jóia da arquitetura, atualmente, sedia congressos, concertos, exposições, visitas guiadas, e inclusive, casamentos e é rodeada por um jardim vasto e impecável, tomado por frondosas árvores e flores.
Depois de se sentir como uma princesa nos arredores do Castelo, vale a pena seguir os caminhos floridos e secretos e encontrar as estreitas ruelas da antiga cidade, as quais nos levam à um mundo encantado, repleto de charmosos cafés, delicadas lojas e é claro, construções típicas alemãs tomadas por janelas sempre floridas, assim como igrejas históricas, museus, esculturas e muitas bicicletas.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Uma cadeira ou uma casa? A escolha é sua!

No litoral Alemão é muito comum se deparar com curiosas casinhas de vime a beira mar, as quais se parecem muito com grandes cestos. Essas delicadas casinhas, na verdade, são cadeiras praianas e são chamadas no idioma alemão de “Strandkorb”, o que para nós seria o equivalente a “cesto de praia”.
Pois é, a denominação casa não está tão distante de sua função, pois ela foi criada no ano de 1882, na Alemanha, tendo por principal objetivo proteger uma doente senhora dos efeitos nocivos do sol e do vento. O mentor da ideia foi um produtor de cestos, chamado Wilhelm Bartelmann, amigo da idosa e morador de uma cidade portuária do Mar Báltico, não muito distante de Kiel. Assim, o primeiro modelo foi construído em vime e junco, e foi, na época, chamado pelo seu criador de “Strandstuhl” (cadeira de praia).
Considerando as condições climáticas instáveis do litoral germânico, onde o vento frio e a chuva se fazem presentes constantemente, a invenção não tinha como dar errado. E as cadeiras charmosas logo cairam no gosto dos veranistas alemães, sendo que no ano seguinte ao da invenção começaram a ser produzidas em série, sendo utilizadas e comercializadas até hoje. Inclusive, pode-se dizer que elas configuram-se como um clássico do design alemão! Mas você deve estar se perguntando: como é uma strandkorb? Trata-se de uma poltrona acolchoada, reclinável e com espaço para apoiar os pés, além de ter uma cobertura, que protege o banhista do vento, do sol e inclusive da chuva, devido ao telhado impermeável. Algumas contam com espaço para guardar pertences, além de mesa de apoio para fazer refeições. A maioria delas é dupla, e pode abrigar duas pessoas. Mas também é possível encontrar cadeiras individuais, infantis e para famílias numerosas, com 8 lugares, por exemplo.
Além dessas peculiaridades, há dois modelos de Strandkorb: a do Mar Báltico, que possui forma curva e a do Mar do Norte, de linhas retas.
Atualmente, segundo informações da rede televisiva alemã Deutsch Welle, no litoral alemão, existem cerca de 50 mil strandkorb, as quais podem ser visualizadas a beira mar ou então em terraços e em bares e restaurantes, onde os clientes podem, confortavelmente, degustar as delicias alemãs sem deixar de curtir o clima litorâneo.
Nas praias elas costumam ser alugadas por poucos euros, e para aqueles que desejarem ter um exemplar dessas adoráveis cadeiras na própria casa podem encontrá-las em lojas especializadas, por preços que variam entre 200 e 1000 euros.
Gostou da ideia? Eu amei!!!! Além de super confortáveis, são puro charme! Até a próxima...

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Onde estou: Brasil, Estados Unidos ou Alemanha?

Você sabia que é possível curtir uma praia Brasileira e Californiana ao mesmo tempo? Pois é, em questão de minutos é possível estar nesses dois lugares, quase como dar um pulinho em Copacabana e Malibu, hehehehe. Estou falando das duas praias alemãs que fazem o maior sucesso aqui no norte: “Brasilien und Kalifornien”. Mais uma prova de que os alemães adoram praia e curtem muito o nosso país. Dá para se sentir em casa ao avistar as bandeiras brasileiras, já da estrada, ao desembarcar do ônibus.
Brasilien und Kalifornien são praias do Mar Báltico, pertencentes à cidade de Schönberg, distrito de Plön. Os nomes das praias, conforme relatos, são provenientes de uma história de pescadores, agora se essa história é verdadeira ou não, já não sei. Pois bem, contam que um pescador que vivia em Schönberg, chamado Einstein, teria encontrado um pedaço de madeira de um antigo navio, onde estaria escrito Kalifornien, ele o pregou na porta de sua casa e chamou a atenção da vizinhança. Um outro pescador alemão, movido pela teimosia e uma certa competição, decidiu fazer o mesmo em sua casa e estampou na madeira (por motivo desconhecido) a palavra Brasilien. E assim, de uma forma “bem criativa”, nomearam as duas praias. Atualmente Kalifornien possui, aproximadamente, 430 moradores, enquanto que Brasilien possui 20. Ao lado delas está a praia de Schönberger, também pertencente à Schönberg.
Essas praias, embora muito diferentes das praias brasileiras e californianas, são muito belas e tranquilas. O mar praticamente não possui ondas, é calmo, de águas cristalinas e geladas. Pode-se notar uma variedade de conchas e algas, trazidas pela maré, as quais estampam as areias claras e de granulometria fina.
Muitas famílias, durante o verão, optam por acampar no litoral, o que justifica o grande número de trailers e motor homes estacionados. Esportes náuticos também são algumas das atrações dessas praias, especialmente stand up paddle e caiaque. Da mesma forma que a praia comentada no post anterior, Brasilien, Kalifornien e Schönberger apresentam o mesmo clima - ora faz chuva, ora faz sol, além de ventar muito. Em função do vento forte pode-se visualizar muitos adeptos de pipas e birutas, as quais são vendidas em tendas e fazem a diversão de crianças e adultos. Ao longo dessas praias há um calçadão e uma ciclovia, os quais são separados por um lindo gramado, onde florescem pequenas flores amarelas em determinadas épocas do ano. Nesse gramado as crianças costumam brincar com as pipas e com seus cachorros. É encantador!
Ao longo da praia também há várias opções de cafés, padarias, restaurantes e algumas espécies de “camelôs”, onde são vendidos produtos importados. Banheiros públicos estão por toda a parte, os quais, por sinal, são muito limpos. Acho que por hoje é isso, no próximo post pretendo falar um pouco das famosas cadeiras avistadas nas praias do norte: as charmosas Strandkorb. Aguarde!!!!!