domingo, 27 de dezembro de 2015

É Natal!


O Natal é uma das maiores festas cristãs, que celebra o nascimento de Cristo. Na Alemanha, apesar de haver uma diversidade muito grande de culturas e religiões, o cultivo de tradições seculares passa de geração em geração e é, inclusive, incorporado pelos estrangeiros que aqui vivem (eu sou o maior exemplo, hehehe). Essa época é mágica, e a paisagem que aqui se vê é de uma beleza indescritível.
Os alemães amam o Natal e amam festas, logo o significado do vocábulo Advento já revela o modo como os alemães celebram o nascimento de Cristo: uma espera que dura um mês- um mês de festejos, de alegria, de estar com a família e também de muita reflexão.  Tudo começa no primeiro domingo do Advento, que geralmente é o último domingo de Novembro. Logo depois, no dia 06 de dezembro, todos aguardam ansiosos pela vinda de Nikolaus (São Nicolau), que para os alemães é o verdadeiro Papai Noel. Ele deixa doces, nozes e tangerinas nas meias ou nos sapatos daqueles que tiveram um bom comportamento ao longo do ano. 
                                         Nikolaus (São Nicolau) (Google Images)
                                          Nikolaus deixa doces nos calçados ou nas meias (tradição que vale tanto para crianças quanto para adultos). 
Já o Weihnachtsmann, que é o equivalente ao nosso bom velhinho, aparece na noite de Natal, ou a noite sagrada para os alemães (Heiligabend), quando faz a entrega dos presentes. No sul da Alemanha a tradição é outra. Pelo fato de haver um número maior de Católicos cultiva-se ainda hoje a tradição do Christkind (o Cristo criança), que é quem distribui os presentes no dia de Natal.
                                         Figura do Christkind (Google Images)
Enfim, na Alemanha e em grande parte da Europa, esta é uma época repleta de celebrações e ritos. Nos dias que antecedem o Natal canções natalinas (Weihnachtlieder) são entoadas por crianças e adultos nas estações de trem e nas ruas, os mercados de natal viram ponto de encontro (vide post anterior), nas igrejas há uma grande variedade de concertos natalinos, as famílias se reúnem para assar biscoitos (Plätzchen), os quais são consumidos nos festejos e também uma ótima opção de presente; as casas são impecavelmente decoradas e, como não poderia ser diferente, o comércio ganha mais movimento nesta data. Entretanto, o consumo aqui não é tão exacerbado como no Brasil. As crianças e os adultos costumam ganhar presentes sim, mas nada muito exagerado. 
                                         Plätzchen - biscoitos de manteiga e especiarias
                                         Zimtstern: estrelas de canela (tradicionais)
                                                       Janelas são decoradas com estrelas e velas
                                         As casas são decoradas já no final de novembro, e a árvore na véspera
A árvore de Natal (Tannenbaum) é outra tradição presente. Há diversas feiras de árvores de natal espalhadas pela cidade, onde é possível encontrar pinheiros naturais de diferentes preços e tamanhos. Normalmente são mais caros, mas são imprescindíveis nas casas dos alemães no dia de Natal. Os pinheiros são enfeitados na véspera e levam pequenas velas em sua decoração, bolas de vidro, estrelas e demais adereços tradicionais.
                                                   Árvore tradicional: natural com bolinhas de vidro
                                         Feira de árvores de Natal (Preço médio de um pinheiro natural cortado: 20 euros)
As famílias mais religiosas costumam ir à missa na noite de Natal (Heiligabend), e depois se reúnem em casa para celebrar!  No dia 24 os alemães preparam o famoso ganso recheado (Weihnachtsgans), acompanhado de repolho roxo (Rotkohl) e batatas, além de maçãs recheadas com marzipan e passas com calda de mel e vinho.
                                          Prato tradicional, com ganso (google images)
                                         Mesa natalina
No dia seguinte, dia de Natal, as comemorações seguem com salmão, carpa ou wurst. Depois do almoço (Weihnachtsessen) os alemães também costumam fazer um café da tarde, onde servem bolos, biscoitos, café e até Glühwein. Acharam que terminaria aqui, né? Neinnnnn! no dia 26 de dezembro eles também celebram o Natal, e por isso este dia é feriado nacional.
Resumindo:o Natal é uma festa linda, seja para cristãos ou não. É uma festa de amor, de paz, de celebrar a vida! Este é o terceiro Natal que passo na Europa (o segundo na Alemanha), e tem sido muito bom poder aprender com os alemães sobre as tradições e ritos natalinos, assim como desfrutar este momento mágico com eles. 
Estou um pouco atrasada, mas desejo à todos um Fröhliche Weihnachten!


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Tem cheiro de Glühwein no ar!!!


Todos sabemos que na Alemanha o Natal tem um sabor especial. As cidades já respiram cedo o clima natalino e vivem com intensidade o período do Advento, que é marcado por muitos festejos. Já no final do mês de novembro (junto do início do Advento) praticamente todas as cidades alemãs ganham vida através dos mercados de natal, os tradicionais Weihnachtsmärkte, que são tradição no país desde o século 17.
                                         Mercado de Natal em Kiel- Schleswig Holstein (Google Images)
                                                  Pirâmide Natalina no mercado de Dresden

                                          Mercado principal de Hamburg (Google Images)
O clima cinzento e frio dá lugar à uma onda de aconchego, magia e encantamento.  O aroma doce do vinho quente (Glühwein) toma conta da cidade e é a atração principal nos mercados de natal. Há o Glühwein tradicional (que é quase um quentão, feito de vinho e especiarias), o Kinderpunsch infantil (sem adição de álcool) e versões mais alcoólicas ( com Schuss). O meu favorito é o Feuerzangenbowle, que é um pouco mais forte que o tradicional. 
Glühwein: vinho e especiarias (Google Images)

Com Schuss: ou seja, com dose de licor ou outra bebida. (Google Images)
Feuerzangenbowle: vinho, especiarias e rum! (Google Images)
 Essas bebidas são oferecidas em xícaras personalizadas, que podem ser adquiridas para coleção. Além desta bebida quente, pode-se encontrar nas feiras doces tradicionais de Natal, como o Stollen (bolo de frutas cristalizadas parecido com um panetone) , as amêndoas açucaradas, linguiças assadas, batatas e artesanatos diversos.
                                         Canecas de Kiel, Bremen e Hamburg
                                          Stollen: versões manteiga, maça assada e marzipan.
                                         Artesanato em madeira
Os mercados de natal são muito esperados pelos alemães, e são ponto de encontro para os happy hours de fim de ano. Eles iniciam no final de novembro e encerram suas atividades, geralmente, na noite do dia 23 de dezembro. Durante este um ano de Alemanha pude conhecer alguns mercados: Dresden, Hamburg, Bremen, Berlin, Leipzig, Kiel. Ano que vem pretendo conhecer o de Lübeck e o de Nürenberg. 
É lindo demais, e muuuuuito lecker (gostoso)! Adoro Glühwein e já estou contando os dias para curtir os mercados no próximo ano.
Prost e até o próximo post! ;) 



quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Adventszeit: Um tempo de espera, de fé, de encantamento!


O tempo do Advento, em alemão chamado de Adventszeit, é para o ano litúrgico um tempo de preparação e espera para uma das maiores festas cristãs: o nascimento de Jesus. Ele tem início no último domingo do mês de novembro e finda na véspera do Natal, marcando assim a vinda do Senhor. A origem etimológica da palavra Advento vem do vocábulo latino "Adventum" , e significa vinda, aproximação.  Para os cristãos esta é uma época de muita alegria, de celebração e de espera.
E como não poderia ser diferente, aqui na Alemanha, é um período muito festejado. As casas (especialmente as janelas) já começam a ser enfeitadas com velas, estrelas e luzes em meados de Novembro. As famílias coletam galhos verdes para confeccionar a coroa do Advento (Adventskranz), compram doces para rechear o Adventskalender (calendário do Advento) e fazem doces (Lebkuchen, Spekulatius, Keks) que entram em cena nos cafés em família e também servem para presentear pessoas queridas. Além disso, o mercado de Natal (Weihnachtsmarkt), abre as portas dias antes do primeiro domingo do Advento. Este, presente em todas as cidades alemãs, é ponto de encontro na época do Advento, oferecendo aos visitantes o famoso Glühwein (vinho quente com especiarias), delicias natalinas e artesanato da época.

                                          Decoração da janela da minha sala no ano passado

                                         Decoração da janela da minha sala (2015)
                                         Mercado de Natal de Bremen (2014)

                                         Mercado de Natal de Kiel (2015)


Adventskranz
O Adventskranz é uma coroa (também há outras versões) feita com ramos verdes e que possui 4 velas, as quais são acesas uma após a outra nos quatro domingos que antecedem o Natal e que marcam o Advento.  A primeira coroa surgiu em Hamburgo, no norte da Alemanha, no ano de 1839, com o intuito de transmitir calor e esperança às crianças órfãs no período que antecedia o Natal.  Atualmente a coroa é confeccionada em casa ou comprada pronta em feiras e lojas de decoração. Ela ganha um lugar de destaque na casa, e geralmente permanece no cômodo onde a família se reúne com maior frequência. 
                                         Adventskranz tradicional. Coroa de ramos verdes
                                         com as quatro velas e frutas secas.

                                         Adventskranz enfeitando a minha sala no primeiro
                                         domingo do Advento.

Adventskalender
É uma tradição tipicamente alemã, mas que já ganhou o mundo. Este calendário, que faz uma contagem regressiva doce e lúdica para o Natal, foi criado pelos luteranos do norte da Alemanha no século XIX. O modelo original, que consiste em uma caixa de papel com 24 janelinhas recheadas com chocolates, ainda é o preferido e é o campeão de vendas no período do Advento. Entretanto, no mês de Novembro, desponta também nas lojas de decoração materiais diversos para a confecção de calendários alternativos. Há opções prontas (de feltro, tecido), e peças avulsas para monta-lo de acordo com o gosto pessoal. No ano passado eu mesma fiz o calendário e ficou uma graça. Este ano resolvi comprar um calendário pronto, feito de feltro. A contagem dos dias começa no dia 1 de dezembro e vai até o dia 24, sendo que cada dia reserva uma surpresa, que vai de doces e chocolates até pequenos presentes. As crianças adoram, e engana-se quem pensa que isso é só para os pequenos. Os adultos também curtem muito esse costume e são agraciados com pequenos mimos. O nosso foi recheado com chocolates, nozes, balas, luvas, meias, aquecedor de mão, lápis, chás, etc. Há também opções de calendários com esmaltes, batons, temperos.
                                          Modelo original

                                         Réplica do modelo original, encontrado em
                                         supermercados e lojas

                                         Adventskalender que eu mesma fiz no ano passado

                                         Adventskalender que comprei em uma loja de decoração
Enfim,
Hoje resolvi falar um pouco sobre o tempo do Advento, que é celebrado muito intensamente pelos alemães. Durante este um ano em terras alemãs pude aprender muitas coisas sobre a história do Natal, sobre costumes e ritos. E inclusive, incorporei muitas das tradições aqui cultivadas. Aguarde as próximas postagens, que vem mais curiosidades sobre esse tempo mágico e festivo que é o Natal. 
Bis bald! 

Fontes:
www.dw.com
Google images
Imagens arquivo pessoal

terça-feira, 28 de julho de 2015

Sobre(VIVER) na terra do Wurst

Há 1 ano eu embarcava em uma nova aventura. Metade de mim queria partir, e a outra metade queria ficar. Confesso que não foi nada fácil colocar a casa numa mala e partir sem saber quando voltar.
Antes da viagem contei com o apoio de muitos, especialmente dos meus pais, mas também tive que ouvir muitas alfinetadas: – Mas tu vais poder trabalhar lá? - Não entendo essa juventude nômade! – Tu vais deixar os teus pais sozinhos? –Tu nem sabes falar alemão, vai ser complicado! – Acho que tu não vais aguentar, não é fácil! - Se formou e vai largar tudo?
Pois é, eu deixei o Brasil com um punhado de medos e de dúvidas, mas com uma certeza: eu não estaria sozinha! E hoje posso afirmar: o amor tudo supera!
Um ano se passou e cá estou eu: sobreVIVENDO, falando alemão e aprendendo mais a cada dia. Muitos desses aprendizados não me darão um diploma, mas talvez, sejam esses, os mais significativos e agregadores da vida.
Aqui eu descobri muita coisa boa, e outras nem tão boas assim.
No fundo (bem no fundo) eu sou européia, entretanto eu amo a minha terrinha e sinto falta dela. Estar longe não significa não estar presente. Os relacionamentos se fortalecem com a distância. Alemão é a língua do demônio, mas paciência. Diarista?! Nem pensar, aqui é self service o tempo todo. Carro? Nunca foi um sonho, o meu veículo é uma bicicleta (bem velha e de segunda mão), e que me acompanha faça chuva, sol ou neve. Casa nova? Moramos numa casa que resistiu às intempéries da Guerra- é velha, porém é linda, charmosa e carregada de histórias.
Aqui eu aprendi a viver com bem menos, a praticar o desapego e a ser bem feliz com isso. Nunca tive o sonho de ter um super carro, uma casa gigantesca, desfilar com roupas de grife, e agora, vivendo aqui, menos ainda. O prazer de comprar morangos frescos na rua é indescritível! E isso já me basta!
Acho que me adaptei rápido. O mais difícil de estar longe é precisar conviver com a distância e dar conta da saudade que chega sem ter hora para ir embora.
Mas preciso afirmar uma coisa- aqui, apesar de ser tudo tão lindo, tão organizado, tão seguro, falta tanta coisa, tanta gente, tanto afeto. Família e amigos são nossos maiores bens, e essa é a pior parte de morar longe.
Mas estar distante do aconchego do ninho, apesar de duro, é edificante. Com a distância aprendemos a conduzir a nossa vida ao nosso modo, aprendemos a nos desacomodar e a lidar com as dificuldades. Passamos a dar mais valor às pequenas coisas da vida, aos momentos únicos junto daqueles que amamos, ao tempo e ao que, dê fato, tem importância nessa vida.
Pronta para mais um ano de aventuras na terra da linguiça!

sábado, 4 de abril de 2015

Páscoa na Alemanha: a festa da Vida!


A Páscoa é mundialmente conhecida como uma tradicional festa cristã, a qual celebra a ressurreição de Jesus Cristo. O que poucos sabem é que grande parte das tradições cultivadas até hoje são de origem pagã. Na Alemanha, a Páscoa é a maior festa primaveril, é a comemoração da terra que floresce, da vida nova, da renovação, mas é também a festa do Cristo ressuscitado, principalmente nas comunidades mais religiosas. No idioma alemão a Páscoa é denominada “Ostern”, que tem sua origem etimológica no alemão arcaico e está diretamente associada à deusa nórdica da Aurora: Ostara. Antes mesmo da Primavera chegar começam a surgir alguns indícios dessa grande festa: ovos de chocolate, coelhos, flores, enfeites. Os alemães costumam decorar suas casas e suas janelas com motivos primaveris e pascais.

Os jardins ganham cor e as árvores são coloridas com ovos pintados. Ã??? Árvore decorada com ovos? Pois é, eu também achei estranho, mas as árvores enfeitadas com ovos são uma antiga tradição em terras germânicas, e são chamadas de “Osterbaum”, ou seja, a árvore da Páscoa. Gostei tanto da ideia que fiz uma também!
Além dos ovos pendurados, o ato de cozinhar os ovos e colori-los é uma tradição muito presente. Os ovos são fervidos em água e posteriormente são coloridos com anilinas de diversas cores. As tintas (anilinas) para dar a cor são encontradas em lojas de departamentos e supermercados.


Esses ovos tingidos podem ser consumidos num período de até duas semanas e para desejar votos de feliz páscoa eles são oferecidos às pessoas queridas como presente nesta data festiva.
Na Alemanha a Páscoa é tão festejada quanto o Natal, na cidade há feiras onde são vendidos ovos, chocolates, flores, peixes. Há exposição de coelhos, e em algumas localidades do interior são realizadas atividades com os bichinhos voltadas às crianças.


As crianças costumam participar da pintura dos ovos, da confecção dos biscoitos e dos ninhos, e aguardam ansiosas a passagem do coelho, que na estação das flores se exibe saltitando nos jardins e parques.
Algo que de fato me chamou a atenção foi a ausência de ovos de chocolate grandes, como vemos anualmente no Brasil. Além disso, os chocolates não ocupam lugar de destaque nos supermercados - eles são pequenos, baratos, e sobretudo, deliciosos!

Os alemães são muito ligados à tradições, as quais costumam ser passadas de geração em geração.
Vou descrever alguns dos principais símbolos e ritos pascais na Alemanha atualmente: o Coelho ( der Osterhase), símbolo de fertilidade e animal sagrado da deusa Ostara, só tornou-se um dos símbolos da Páscoa no norte da Alemanha há pouco mais de um século; o Carneiro (das Osterlamm) que representa o sofrimento e o sacrifício de Cristo (no domingo de Páscoa as famílias costumam fazer um bolo com formato de carneiro, chamado de Lammkuchen) ; os ovos cozidos e tingidos (Ostereier), que simbolizam a vida nova e os quais eram uma alternativa econômica de presentear em tempos de crise; os Narcisos, flor tradicional da Páscoa, símbolo da ressurreição, pois é a flor que renasce a cada primavera, a cada tempo de Páscoa. Os Narcisos também são nomeados de “Osterglocken”, ou seja, os sinos que anunciam a chegada da Páscoa.
A Galinha (die Henne), a qual é a real dona dos ovos, também tem seu lugar nessa festa. O Peixe (der Fisch) símbolo cristão da Eucaristia. E o que não poderia faltar: os ovos de chocolate embrulhados em papel alumínio (die Schokoladeneier).
No sábado, véspera da Páscoa e conhecido Sábado de Aleluia, as famílias costumam reunir-se em família e em alguns lugarejos é tradição a queima de uma grande fogueira (Osterfeuer) a qual representa o sol da nova estação e a chama da fé. Já no domingo de Páscoa, além da tradicional missa ou culto de Páscoa (nas comunidades religiosas), o coelho da Páscoa (Osterhase) geralmente deixa alguns ovinhos escondidos no jardim...ao acordar, a criançada costuma sair em disparada para iniciar a divertida e deliciosa caça ao ninho. Essa tradição de procurar o ninho nos jardins e parques é muito antiga e está relacionada com a temporada de multiplicação das lebres, que no Hemisfério Norte coincide com a Primavera, associando a entrega dos ovos com o aparecimento do coelho. Além disso tudo, no domingo de Páscoa as famílias costumam servir um brunch, com direito a ovos cozidos, bolo em formato de cordeiro (Lammkuchen), rosca pascal (Osterzopf), sopa de cenoura (Möhrencremesuppe), biscoitos e outras delícias.

Após esse café, algumas famílias fazem o típico assado de carne (Osterbraten), e se o dia for ensolarado, seguem para os parques e praças onde fazem um piquenique e ficam curtindo o dia até o último raio de sol. Bom, isso é só um pouquinho da Páscoa alemã...
Interessante é que grande parte das tradições cultivadas ainda hoje no Brasil são de origem germânica e chegaram às terras brasileiras com a vinda dos primeiros imigrantes alemães. Resta lembrar que, independente de qualquer crença, além de chocolates, coelhinho e comilanças, o verdadeiro espírito de Páscoa é a introspecção, a renovação da vida, das ideias, das atitudes. Repensar nossos atos, refazer planos, renascer... "Frohe Ostern"!!!


Fontes consultadas: Deutsch Welle (www.dw-world.de
Imagens: Arquivo pessoal